Discutir a relação de gênero é discutir relações assimétricas, é falar de relações de poder. Mas quando a relação de gênero se torna uma questão de direitos humanos? Esse é o ponto inicial das discussões do GT Relações de Gênero e Psicologia que tem como proposta o estudo da temática de gênero e suas relações/implicações no terreno da Psicologia em diversos aspectos: discutindo as estruturas sociais e práticas pessoais e profissionais que sustentam o sexismo e funcionam como instrumentos de controle social, refletindo sobre a violência de gênero que tem produzido grande sofrimento psíquico e repercutido negativamente na saúde física e mental de muitas mulheres, promovendo discursos alternativos que questionem o discurso dominante opressivo às mulheres, entre outros.
Principais Atividades:
- Promover o diálogo com outros GTs e Comissões dentro do CRP03, no sentido de transversalizar a discussão da categoria gênero como análise política e social;
- Construir materiais de comunicação (impressos e virtuais) com produções acadêmicas sobre gênero e suas transversalidades (gênero e comunicação, gênero e violência, gênero e saúde mental, gênero e sexualidades, gênero e raça, etc), enfocando a necessidade de trazer esta temática para o âmbito das práticas e discursos da Psicologia;
- Fazer contatos e articulações com instâncias governamentais e não governamentais que trabalham com a temática de gênero;
- Participar de eventos sobre gênero e psicologia, a fim de sensibilizar sobre a temática, estimular discussões que integrem essas duas áreas e divulgar as ações do GT;
- Promover debates sobre a temática dentro do CRP03 aberta a psicólogas(os) e estudantes de psicologia;
- Manter atualizado os seus instrumentos de comunicação virtual:
· Blog: observatorio03mulheres.wordpress.com
· Twitter: http://twitter.com/gtrgp
· Comunidade no Orkut: GT Gênero e Psicologia
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=102921896
Elaborar, quando necessário, cartas/posicionamentos de resposta à sociedade.
Destaques:
GTRGP participa de movimento mundial sobre o direito das mulheres de se vestir, andar e agir de forma livre
No dia 02 de julho de 2011, o GTRGP participou, em Salvador, de uma passeata de protesto pelo direito das mulheres de se vestir, andar e agir de forma livre. Percorrendo o mesmo caminho de desfile do Dia da Independência da Bahia, o GT Relações de Gênero e Psicologia do CRP-03 se somou a cerca de 50 pessoas (mulheres e homens) que refutavam a crença de que as mulheres são vítimas de estupro devido às suas vestimentas.
A “Marcha das Vadias” ou “Marcha das Vagabundas” (em inglês: “Slutwalk”) surgiu em Toronto (Canadá) em maio deste ano e foi cunhada com este nome como protesto à afirmação machista feita por um policial, após terem ocorrido diversos casos de abuso sexual em mulheres na Universidade de Toronto, de que "as mulheres deveriam evitar se vestir como putas para não serem vítimas de estupro”.
Desde então a Marcha se transformou em um movimento internacional e, no Brasil, já ocorreu em vários Estados.

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GT de Relações de Gênero apresenta trabalhos no Enecult 2011
Entre os dias 3 e 5 de agosto, aconteceu em Salvador o VII Encontro de Estudos Multidisciplinares (ENECULT), evento que promove “a interlocução entre pesquisadoras(es), professoras(es) e estudantes vinculada(o)s ao campo cultural”. O Grupo de Trabalho de Relações de Gênero e Psicologia (GTRGP) do CRP-03 esteve presente ao Encontro e participou da Mesa “Direitos, serviços, gêneros e sexualidades” discutindo sobre a descriminalização do aborto, a autonomia das mulheres sobre o seu corpo e os direitos sexuais e reprodutivos.
Para Helena Miranda (03/5055), da Comissão de Orientação e Fiscalização do CRP-03 e membro do GTRGP, é necessário questionar o significado de ser mulher na sociedade atual. “Há que se considerar que a maternagem é uma construção social e não algo inerente ao sexo biológico das mulheres. Assim ela também pode estar presente entre os homens”, afirma. Durante os anos 1990, na capital baiana, o aborto foi a principal causa de óbitos maternos, diferente da principal causa de morte das demais capitais brasileiras: a hipertensão. Dados de 2007 também apontaram a curetagem como o segundo procedimento mais freqüente na rede do SUS em Salvador.
Ainda segundo Helena Miranda, isso mostra que o aborto é uma realidade e que a criminalização revela-se ineficaz como mecanismo para desestimular e reduzir a sua prática. O trabalho apresentado pelo GT no Enecult colocou em questionamento a repercussão física e psicológica das mulheres que são desassistidas ou muitas vezes maltratadas pelos serviços de saúde pública.
Veja o texto apresentado no Enecult aqui.
Outros destaques:
Leia a nota feita pelo GTRGP sobre o Dia de luta pela Descriminalização do Aborto na América Latina e no Caribe, 28 de setembro.
Reflexões sobre o sexismo na linguagem