Publicado em 08 março de 2026 às 12:13
O 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma data para reforçar a luta histórica das mulheres contra as desigualdades de gênero, o machismo e as diversas formas de violência e opressão. Mais do que uma celebração, o dia representa um marco de mobilização e reflexão sobre direitos e conquistas sociais.
A data também rememora a morte de 146 trabalhadores, a maioria mulheres, em um incêndio ocorrido em 1957, em uma fábrica têxtil na cidade de Nova York, nos Estados Unidos. A tragédia, atribuída às condições precárias das instalações, expôs a vulnerabilidade da classe operária e tornou-se símbolo da luta por melhores condições de trabalho, especialmente para as mulheres. O episódio se soma a uma série de movimentos que, em diferentes partes do mundo, reivindicavam direitos trabalhistas e participação política feminina.
No Brasil, a mobilização das mulheres segue ativa e articulada, com forte atuação de movimentos feministas. Ao longo das últimas décadas, o país registrou avanços importantes, como a garantia do direito ao voto e à elegibilidade, a ampliação da presença feminina em espaços de poder, a inserção no mercado de trabalho e a criação de políticas públicas voltadas à saúde e à proteção das mulheres. Entre os marcos legais está a Lei Maria da Penha, que fortaleceu o combate à violência doméstica e familiar. A legislação também tem sido aplicada em decisões judiciais que reconhecem travestis e mulheres trans como sujeitas de direito, ampliando a proteção a diferentes identidades de gênero.
Apesar dos avanços, alguns dados chamam atenção. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou que as mulheres recebem 21,2% menos do que os homens, na comparação entre as/os empregadas/os pelo setor privado do país. O levantamento foi realizado entre o segundo semestre de 2024 e o primeiro semestre de 2025. A desigualdade de gênero também é um dos principais fatores geradores de violência. De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Brasil registrou um recorde histórico de feminicídios em 2025, com 1.470 casos, o maior número desde a criação da tipificação do crime em 2015. Esse total, apurado até dezembro, representa uma média de quatro mulheres assassinadas por dia no país, embora o número ainda possa crescer, já que alguns estados ainda não haviam enviado todas as informações daquele ano ao governo federal.
Reduzir as desigualdades de gênero exige ações estruturais e contínuas em diferentes frentes como, por exemplo, a conscientização da sociedade, implementação de políticas públicas e leis efetivas que protejam as mulheres, promoção da igualdade salarial, divisão das tarefas domésticas e tantas outras ações.
No dia de hoje, o Conselho Regional de Psicologia da Bahia (CRP-03) relembra que, conforme o Censo da Psicologia Brasileira, relatório produzido pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), as mulheres representam quase 90% das profissionais da área. O CRP-03 reforça que o regional segue na luta pela defesa dos direitos das mulheres e junto aos movimentos sociais feministas.
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