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1º de maio: data reforça luta histórica por direitos diante de desigualdades estruturais

Publicado em 01 maio de 2026 às 14:26

1º de maio: data reforça luta histórica por direitos diante de desigualdades estruturais

O Dia da Trabalhadora e do Trabalhador, celebrado em 1º de maio, é resultado da luta da classe trabalhadora por direitos trabalhistas. A data é marcada por diversas manifestações no mundo inteiro. 

Este ano, as mobilizações organizadas pela Central Única dos Trabalhadores do Brasil (CUT) têm como reivindicação central o fim da escala 6X1, sem redução de salário, para garantir qualidade de vida e condições dignas para quem vive do trabalho. Outras pautas também serão reivindicadas como o combate ao feminicídio e a todas as formas de violência; o enfrentamento à pejotização e à precarização; o fortalecimento da negociação coletiva; a garantia do direito de negociação para os servidores públicos; e a regulamentação do trabalho por aplicativos, assegurando direitos e proteção social.  

Entre os Determinantes Sociais da Saúde estão as condições socioeconômicas, condições de vida e trabalho, ambiente de trabalho e desemprego, sendo fatores que podem propiciar adoecimentos. Desse modo, fica evidente a relevância da temática para a sociedade, com vistas à qualidade de vida.

No Brasil, o mundo do trabalho é marcado por profundas desigualdades estruturais, especialmente no que se refere a raça e gênero. Diante desse cenário, a busca pelos direitos trabalhistas se torna uma medida essencial para a garantia de condições mais justas e equitativas.  

Dados do 5º Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios, divulgado no fim de abril pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostram que a participação feminina no mercado de trabalho avançou, com crescimento de 11% nas contratações. Apesar disso, a desigualdade salarial persiste: mulheres recebem, em média, 21,3% a menos que homens no setor privado brasileiro. O levantamento, baseado em informações da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), analisou cerca de 53 mil empresas com 100 ou mais funcionários, considerando o período de 2023 a 2025. 

O recorte racial evidencia um cenário ainda mais desigual. Mulheres negras ocupam a base da pirâmide de rendimentos, com salário médio de R$ 3.026,66 e mediana contratual de R$ 1.908,79. Entre as mulheres não negras, a média salarial chega a R$ 5.018,11, com mediana de R$ 2.434,51, valor mais próximo ao dos homens, mas ainda inferior. No caso dos trabalhadores homens, os não negros concentram os maiores rendimentos, com média de R$ 6.560,02 e mediana de R$ 2.921,21. Já os homens negros recebem, em média, R$ 3.875,52, com salário mediano de R$ 2.211,15. 

Neste contexto, o Conselho Regional de Psicologia da Bahia (CRP-03) defende a construção de um ambiente de trabalho mais inclusivo, sustentável e baseado na igualdade de direitos. A autarquia reafirma o compromisso com a categoria ao pautar temas como melhores condições de trabalho, a valorização do piso salarial da Psicologia, a jornada de 30 horas semanais e a implementação da Lei nº 13.935, que prevê a oferta de serviços de Psicologia e Serviço Social na rede pública de educação básica. Também destaca a importância da mobilização pela criação de uma Política Municipal de Saúde Mental, da participação em espaços de controle social e de outras iniciativas que impactam diretamente as psicólogas e os psicólogos na Bahia.

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