Publicado em 29 janeiro de 2026 às 13:08
Em 29 de janeiro de 2004, 27 mulheres travestis e pessoas transexuais participaram de uma campanha de enfrentamento à transfobia realizada nos salões do Congresso Nacional, em Brasília. A iniciativa, promovida pelo Ministério da Saúde, teve como objetivo chamar a atenção para o respeito à diversidade e para a garantia de direitos da população trans e de mulheres travestis. A mobilização deu origem à data, que passou a integrar a agenda de reivindicações do movimento LGBTIQIA+ no país.
Mesmo após quase duas décadas do marco histórico, o Brasil segue como o país que mais mata pessoas trans e travestis no mundo. Em 2024, foram registrados 122 casos de assassinatos no Brasil, ainda assim, existe o problema da subnotificação, ou seja, nem todas as ocorrências são registradas nos órgãos responsáveis. A Bahia, está em 5° lugar no ranking de assassinatos e violências de 2024, segundo o dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais e em terceiro lugar entre 2017 e 2024. Além disso, “As chances de uma pessoa trans jovem de até 29 anos ser assassinada, em média, chega a ser 5 vezes maior do que em outras faixas etárias.” (Benevides, G. Bruna, p.69, 2024)
Apesar da falta de políticas públicas estruturadas em âmbito nacional, alguns avanços foram conquistados ao longo dos últimos anos. Entre eles estão a oferta da cirurgia de redesignação sexual pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o reconhecimento do uso do nome social, a implementação de cotas para estudantes trans em universidades públicas e a reserva de candidaturas trans pelos partidos políticos nas eleições brasileiras.
O Conselho Federal de Psicologia (CFP) lançou em 2018, a Resolução CFP nº 01/2018, que impede o uso de instrumentos ou técnicas psicológicas para criar, manter ou reforçar preconceitos, estigmas, estereótipos ou discriminação e veda a colaboração com eventos ou serviços que contribuam para o desenvolvimento de culturas institucionais discriminatórias. O texto é considerado um avanço importante sobre a temática dentro e fora da Psicologia.
Assim como o CFP, Conselhos Regionais de Psicologia também produzem materiais sobre o assunto. Confira alguns dos conteúdos:
CFP: Referências Técnicas para atuação profissional em políticas públicas para a população LGBTQIA+
CFP: VISIBILIDADE TRANS – Qual o papel da Psicologia na Visibilidade Trans?
CRP-03: Visibilidade Trans e Travesti: por uma Psicologia que TRANSforma
CRP RS: CRPcast – Episódio 41 | Visibilidade Trans
REFERÊNCIA:
https://antrabrasil.org/wp-content/uploads/2025/01/dossie-antra-2025.pdf
Compartilhe este conteúdo nas redes
Mais Posts
CRP-03 alerta sobre golpes de cobrança pelo WhatsApp
O Conselho Regional de Psicologia da Bahia (CRP-03) alerta psicólogas e psicólogos sobre tentativas de golpes que utilizam indevidamente o […]
Publicado em 29 janeiro de 2026 às 13:08CRP-03 promove reunião ampliada sobre a atuação da Psicologia Escolar em Vitória da Conquista
O Conselho Regional de Psicologia da Bahia (CRP-03), por meio da Comissão de Psicologia e Educação (CEDUC), realizará, no dia […]
Publicado em 29 janeiro de 2026 às 13:08Mês PSI 2026 amplia debate sobre a presença da Psicologia nas políticas públicas da Bahia
Com 776 pessoas inscritas, iniciativa do CRP-03 celebrou os 20 anos do CREPOP com atividades em diferentes regiões do estado […]
Publicado em 29 janeiro de 2026 às 13:08