Publicado em 19 junho de 2017 às 14:55
Tema foi debatido a partir das experiências das/os convidadas/os e de pesquisa acadêmica
A afetividade nas relações LGBTs e a dificuldade que essa população encontra na manifestação do seu afeto foi o tema do encontro realizado na noite de terça-feira, 13, no auditório do Conselho Regional de Psicologia. O evento promovido pelo Grupo de Trabalho Psicologia, Sexualidades e Identidades de Gênero (GTPSIG) reuniu estudante, psicólogas/os, profissionais e interessadas/os para o debate do tema.
Raíssa Alves, membro do GTPSIG, Lilin Argollo, transfeminista e estudante de Psicologia, Marcos Guedes, bacharelando em humanidades e Letras e pesquisador, Bento Chastinet, licenciado em História e mestrando pela Universidade Federal da Bahia e Paulette Furacão, Educadora Social, Ativista LGBT e primeira trans a ocupar um cargo público na Bahia conduziram a discussão.
Para Paulette Furcarão, a população LGBT continua invisibilizada e não somente privada de direitos políticos e ambulatórios, mas também da afetividade. Segundo a ativista, o cenário é ainda mais difícil para as/os travestis e transexuais que sofrem cotidianamente com o isolamento social. “Nosso corpo sempre é explorado e comercializado. Não conhecemos o afeto. Essa afetividade nos é mais cara que qualquer coisa, é o básico e está acima de bens materiais. É estar entre as/os nossas/os familiares, expor nas redes sociais o nosso amor, assim como todo mundo. A nossa exposição sempre é no privado, no oculto”, lamentou a convidada.
Lilin Argollo e Bento Chastinet trouxeram suas experiências no contexto das relações afetivas. Argollo, estudante de psicologia, destacou a necessidade da/o profissional estar preparada/o para lidar com esses cenários. “Quando estamos em clínica, é preciso entender o contexto afetivo da pessoa. Entender as relações afetivas dela, dentro ou fora de casa, é o que há de mais importante para que possamos ajudá-la”, defendeu.
Pesquisa
A pesquisa “A Solteirice Em Estudo: O uso de tecnologias da comunicação por solteiros/as em Salvador” foi apresentada por Marcos Guedes, bacharelando em humanidade. O pesquisador mostrou dados da investigação e explicou a metodologia utilizada no estudo, que incluiu observações de campo e entrevistas.
O estudo tem como objetivo explorar opiniões e práticas em torno da sexualidade mediadas por aplicativos para smartphone e é desenvolvido pela professora Darlane Andrade (NEIM/UFBA), pelos bolsistas Marcos Guedes e Aliane Lima e por Aline Vilas Boas e Mariana Monteiro, estudantes voluntárias.
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