Publicado em 02 abril de 2026 às 14:50
Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007, o Dia Mundial de Conscientização do Autismo tem o objetivo de ampliar o acesso à informação sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), combater estigmas e incentivar a inclusão social. A data chama a atenção para a importância da empatia, do fortalecimento de políticas públicas e da garantia de direitos às pessoas autistas.
O Transtorno do Espectro Autista é uma condição relacionada ao desenvolvimento neurológico, que impacta aspectos como comunicação, interação social e padrões de comportamento. Segundo o Ministério da Saúde, a denominação “espectro” reflete a diversidade de manifestações, que variam de quadros mais leves até situações que demandam maior suporte no cotidiano. Ao longo do tempo, a compreensão sobre o TEA evoluiu: inicialmente associado a outros transtornos, como a esquizofrenia infantil, passou a ser reconhecido, entre as décadas de 1970 e 1980, como uma condição específica do neurodesenvolvimento, com diferentes níveis de intensidade e características clínicas.
Em 2025, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, pela primeira vez, dados oficiais sobre a população autista no país. As informações foram obtidas por meio de um questionamento inserido na amostra do Censo Demográfico de 2022. Os resultados indicam que cerca de 2,4 milhões de brasileiros relataram possuir diagnóstico médico de Transtorno do Espectro Autista.
De acordo com o levantamento, aproximadamente 1,2% da população brasileira está dentro do espectro. A incidência é mais elevada entre homens, com 1,5%, em comparação às mulheres, com 0,9%. Essa diferença é observada desde a infância até a vida adulta, especialmente até os 44 anos. O maior índice foi registrado entre crianças de 5 a 9 anos, faixa etária em que 2,6% apresentam diagnóstico. Entre meninos dessa idade, o percentual chega a 3,8%.
A legislação brasileira assegura às pessoas com TEA o direito ao acompanhamento multidisciplinar. Entre os recursos fundamentais estão a avaliação e o suporte psicológico, considerados essenciais para o desenvolvimento da autonomia e para a melhoria da qualidade de vida de indivíduos no espectro autista.
No ano passado, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) lançou uma Nota Técnica com orientações para a atuação de psicólogas(os) em intervenções baseadas na Análise do Comportamento Aplicada (ABA) no contexto do Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A Nota Técnica 23/2025 TEA é um guia para profissionais da Psicologia, abordando temas fundamentais para a prática ética e eficaz da ABA com pessoas do espectro autista. O documento oferece orientações para a prestação de serviços especializados, pautadas na ética profissional e na ciência.
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