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Janeiro Lilás: mês da visibilidade trans

No dia 29 de janeiro é comemorado o Dia Nacional da Visibilidade Trans. Por conta desta data, este mês ganhou uma cor no calendário das pautas importantes e é conhecido como Janeiro Lilás, assim como acontece com o Setembro Amarelo, Outubro Rosa, Novembro Negro, entre outros.

A campanha do Janeiro Lilás tem o objetivo de levantar debates e garantir a representatividade das pessoas trans. Durante todo o mês, diversas instituições realizam atividades a fim de discutir ações de promoção de direitos, proteção, segurança e dignidade para a população trans.

Dados alarmantes apontam o Brasil como o país mais transfóbico do mundo. Segundo pesquisa da ONG Internacional Transgender Europe, cerca de 600 pessoas trans foram mortas no Brasil, entre o período de 2008 e 2014. A pesquisa também apresenta que a expectativa de vida dessas pessoas é baixa e vai até os 35 anos. Em relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB), a Bahia fica em segundo lugar entre os estados brasileiros em número de mortes de LGBTs, perdendo somente para São Paulo.

Para a conselheira Darlane Andrade, coordenadora da Comissão de Direitos Humanos do CRP-03, a transfobia pode gerar sofrimento psíquico e colaborar para o desenvolvimento de transtornos mentais graves. A psicóloga afirma que este preconceito também pode se tornar um impeditivo para o acesso a serviços de saúde, assistência social e trabalho por conta do convívio em uma sociedade discriminatória. “As/os profissionais de saúde devem buscar conhecer mais sobre as vivências das pessoas trans e suas demandas, assim como buscar documentos que legislam sobre a assistência para esta parcela da população e melhor atendê-la”, pontuou a conselheira.

O Conselho Federal de Psicologia lançou, no ano passado, a Resolução 01/2018 que estabelece normas de atuação para as psicólogas e os psicólogos em relação às pessoas transexuais e travestis. O documento determina que “em sua prática profissional, psicólogas e psicólogos devem atuar de forma a contribuir para a eliminação da transfobia e orienta, ainda, que não favoreçam qualquer ação de preconceito e nem se omitam frente à discriminação de pessoas transexuais e travestis”. 

GTPSIG

O CRP-03, dentro da Comissão de Direitos Humanos, possui o Grupo de Trabalho Psicologia, Sexualidades e Identidades de Gênero. O GT foi criado há quatro anos, com intuito de visibilizar as temáticas da população LGBT para a categoria de psicólogas e psicólogos. O Grupo trabalha na perspectiva de desconstruir o pensamento cisheteronormativo na profissão, de maneira que a/o profissional não se deixe influenciar por ideais que reforcem adoecimento psíquico e/ou violência institucional.  Segundo a coordenadora Lara Canonne, a psicologia tem o dever ético de se posicionar contra todas as formas de opressão, discriminação e violência: “Trabalhamos para construir uma psicologia sem lesbofobia, homofobia, bifobia e transfobia”, reforçou.

Sugestão de Leitura: Resolução CFP nº 01/99 e do livro Gênero na Psicologia: saberes e práticas.