Publicado em 18 maio de 2020 às 19:48
Reafirmando a luta pela Reforma Psiquiátrica, pelo fortalecimento do SUS e por uma política nacional de saúde mental antimanicomial, o Conselho Regional de Psicologia da Bahia participou hoje (18) do ato virtual Covid-19 e a defesa da Luta Antimanicomial. A iniciativa – promovida pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), em parceria com os 24 Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs) e diversas organizações – ocorre no marco do 18 de Maio: Dia Nacional da Luta Antimanicomial.
Representado o CRP-03, a psicóloga e conselheira Emmila Di Paula C. Dos Santos (CRP-03/5427) chamou a atenção para promoção da humanização dos atendimentos e respeito à dignidade humana das pessoas com transtornos mentais.”Asseveramos de forma contundente que não aceitaremos o desmanche da democracia, da Política Nacional de Saúde Mental, do SUS, do SUAS e todas as políticas públicas alcançadas através das nossas lutas no estado democrático de direito”, pontuou durante a live. A conselheira acrescentou ainda que: “Lutaremos sempre com todas nossas forças e todos os nossos afetos para que as pessoas com transtornos mentais sejam tratadas considerando aquilo que são: gente”.
A psicóloga e presidenta do CFP, Ana Sandra Fernandes Arcoverde Nóbrega (CRP-13/5496), lembrou a relação existente entre a luta antimanicomial e a luta pela democracia no Brasil. “As duas nasceram praticamente juntas lá ano final dos anos 70, se misturam e se complementam. Agora, 30 anos depois da nossa redemocratização, estamos diante de um duplo ataque. Ataque à democracia quando assistimos discursos e manifestações pedindo o fechamento do Congresso e Supremo Federal, pedindo a volta da ditadura e ataques aos direitos; e às conquistas da luta antimanicomial, ao cuidado e liberdade, quando presenciamos o avanço da lógica manicomial financiada, inclusive pelo próprio estado”, destacou.
Assista a transmissão no Youtube do CFP
Dia da Luta Antimanicomial
O Dia Nacional da Luta Antimanicomial pretende chamar atenção para os direitos das pessoas em sofrimento mental, principalmente no que diz respeito à liberdade e a convivência em sociedade. A ideia surgiu durante o II Congresso Nacional dos Trabalhadores em Saúde Mental que aconteceu em 1987, na cidade de Bauru, em São Paulo.
Com 350 participantes, o congresso contou com o lema “Por uma sociedade sem manicômios” e discutiu formas de cuidado com pessoas em sofrimento psíquico grave. O evento foi um marco histórico do Movimento da Luta Antimanicomial resultando na ocupação das ruas da cidade e na produção do Manifesto de Bauru.
No documento, trabalhadoras e trabalhadores se manifestaram pela extinção dos manicômios e se recusaram a exercer funções de agentes da “exclusão e da violência institucionalizadas, que desrespeitam os mínimos direitos da pessoa humana, inauguramos um novo compromisso”.
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