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Moção de apelo das/os psicólogas/os negras/os presentes no 9º CNP

As/os psicólogas/os negras/os presentes no 9º CNP apontam para a necessidade de reconhecimento e revisão do uso de termos, expressões, imagens e ações que destacam e reafirmam o racismo institucional. A exemplo disso identificamos no caderno de propostas, figuras que aparentemente pretendem abarcar a diversidade, porém não incluem a representação de características identitárias da negritude. Sinalizamos também o uso de termos como “esclarecer”, “denegrir” e “clarear” que operam desserviço às lutas do movimento negro e que precisam ser revistos em caráter de urgência. A categoria, a partir da importância de seu lugar de construção de saberes que legitimam práticas, não pode deixar de atentar para a invisibilidade e o silenciamento operados quanto à discussão sobre a temática racial. Psicólogas/os são importantes atores na proposta de desconstrução dos discursos hegemônicos que oprimem e silenciam as lutas do povo negro. Solicitamos que a comissão organizadora do evento, em suas atribuições de correção e edição das propostas aprovadas em plenária, faça a substituição dos termos acima mencionados, bem como outros também considerados inadequados e preconceituosos com a questão racial, contemplando a demanda aqui colocada já na publicação do Caderno de Deliberações do 9º CNP. Solicitamos, ainda, que a expressão “esclarecimento”, que reproduz a lógica colonial em contraposição a um projeto de sociedade equânime seja substituída por outras mais adequadas como, por exemplo, “informação”, “elucidação”, “explicação” desde a metodologia e regimento aplicados nesse congresso, garantindo práticas de enfrentamento ao racismo desde as etapas regionais até a nacional. As/os psicólogas/os, como profissionais da subjetividade, têm o dever ético e político de se posicionar contrárias/os às variadas formas de expressão do racismo.