CRP-03 | Pré-congresso de Salvador reúne profissionais e estudantes de Psicologia
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Pré-congresso de Salvador reúne profissionais e estudantes de Psicologia

O evento teve a participação de Ana Bock e elegeu 18 delegadas/os para o Corep

O Conselho Regional de Psicologia da Bahia (CRP-03) realizou no último sábado (02) o Pré-congresso da cidade de Salvador. A atividade aconteceu no Hotel Vila Velha e contou com a palestra de Ana Bock, psicóloga e autora de diversas publicações no campo da Psicologia Social. As/os participantes apreciaram as propostas construídas nos eventos preparatórios e formularam novas teses para serem encaminhadas ao 9º Congresso Regional da Psicologia (Corep).

Durante o evento também foram eleitas/os 18 delegadas/os que irão participar da etapa regional, programada entre os dias 29 de abril e 1º de maio. Os Pré-congressos na Bahia começaram ainda no mês de março, na cidade de Teixeira de Freitas. Os próximos eventos no estado estão marcados para o dia 09 de abril, nas cidades de Feira de Santana, Itabuna, Paulo Afonso e Vitória da Conquista.

O tema de todo o processo do 9º Congresso Nacional da Psicologia (CNP), Psicologia, no cotidiano, por uma sociedade mais democrática e igualitária, norteou as discussões durante as atividades. Segundo Ana Bock, a temática pode ser associada ao momento atual em que o país vive e aos riscos para os direitos já conquistados. “Esta frase exige de nós uma reflexão sobre a nossa profissão. Estamos falando sobre um plano de profissão que se mantém inserido na sociedade fazendo do seu trabalho, uma contribuição permanente para as mudanças sociais”, falou a palestrante. A convidada trouxe para debate um pouco da história dos CNPs e da Psicologia no Brasil, que durante muitos anos, serviu aos interesses da elite: “A Psicologia surge com o objetivo de modernizar o país, como auxílio da tecnologia para tirar o Brasil de uma condição rural para urbana. Nasceu dos interesses da elite e ficou, por muito tempo, voltada para a avaliação psicológica da educação e do trabalho”, lembrou.

Na opinião da psicóloga, as/os profissionais devem rever concepções, práticas e posturas políticas para um novo projeto de Psicologia. “Essa alma colonizadora ainda não conseguiu nos abandonar, mas é possível dizer que estamos em outro momento. As orientações produzidas a partir do tema do CNP são a certeza de que avançamos em uma determinada direção, rompendo com uma Psicologia universalizadora e categorizadora, para um outro tipo de exercício profissional”, disse Ana Bock.

A Conselheira presidenta do CRP-03, Clarissa Guedes colocou como um dos desafios para o próximo CNP, a difusão dos posicionamentos do Conselho para a sociedade, a respeito de temas como a cura gay, redução da maioridade penal, depoimento sem dano, entre outros. A presidenta também chamou atenção para a atuação profissional nas políticas públicas e para o cenário político do Brasil: “Antes de eleger as gestões que estarão à frente dos CRs e do CFP, é necessário refletir sobre os rumos que a Psicologia deve tomar e quais bandeiras ela deve defender. No contexto que estamos vivendo é interessante pensar em como garantir os instrumentos democráticos, não só na nossa profissão, mas no nosso país”, pontuou.

Outro ponto trazido como desafio foi a inserção qualificada da Psicologia e como a formação das/os estudantes tem participação neste processo. De acordo com a Vice-presidente, Liliane Teles, muitas/os profissionais não conhecem as resoluções produzidas pelo Conselho Federal de Psicologia. “Muitas das queixas que chegam ao CRP-03 dizem respeito à publicidade de práticas não reconhecidas e de laudos psicológicos mal elaborados”, explicou a psicóloga. Já a Conselheira secretária Verena Souto alertou para o surgimento de práticas diferenciadas e da grande inserção das/os psicóloga/os nas políticas públicas.