Publicado em 29 outubro de 2015 às 16:54
O tratamento do câncer de mama, mesmo diante da boa notícia de ser eficaz em muitos casos, principalmente quando diagnosticado no início, causa receio em muitas mulheres. O combate à doença, em boa parcela das situações, impacta diretamente nas condições físicas, emocionais e sociais da paciente, pois são obrigadas a conviver tanto com a possibilidade da mutilação quanto com a da morte. É nesse contexto, para auxiliar e oferecer um suporte à paciente e sua família, que a/o psicóloga/o tem um papel fundamental no acompanhamento do tratamento.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), essa enfermidade no seio é a segunda em ocorrências relacionadas a esse mal no Brasil e no mundo, ficando atrás apenas do câncer de pele.No período em que as atenções do país estão voltadas para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, a psicóloga Suzane Bandeira (CRP03/1878) destaca a atuação da/o psicóloga/o no tratamento da doença.
A psicóloga que atua em um serviço de Oncologia pontua que o trabalho da/o profissional de Psicologia,no momento do tratamento,deve favorecer um espaço de escuta e acolhimento à paciente. “A partir disso, questões referentes ao adoecimento, como compreensão do diagnóstico; adesão ao tratamento; estratégias de enfrentamento; entre outras são trabalhadas”, falou.
Em casos de extração da mama, a ajuda a superar o processo traumático e promover o reencontro dessa mulher com a sua sexualidade e autoestima também são fundamentais: “Compreendemos que a mama na nossa cultura possui um valor simbólico associado à feminilidade, sexualidade e maternidade. Pensando nisso ampliamos nosso olhar para os impactos do adoecimento desta região para cada mulher”, disse Suzane. Segundo a psicóloga, além do atendimento individual existem projetos voltados para mulheres mastectomizadas, que funcionam com o objetivo de oferecer o auxílio necessário.
Suporte à família
Para Suzane, o suporte à família é tão importante quanto o acompanhamento da paciente. De acordo com a psicóloga, a adequação à nova realidade desencadeia o sofrimento nos outros membros da família. “Compreendendo que somos seres inseridos socialmente e também nos constituímos a partir das relações, a família está diretamente ligada a esse adoecimento”, destacou.
Prevenção
Não é possível afirmar que o sofrimento psíquico pode causar câncer, segundo a psicóloga, mas a profissional alerta sobre a importância do bem estar psicológico. “Enxergando o ser humano como um ser integral é possível dizer que o acompanhamento psicológico promove a saúde e reduz o adoecimento como um todo”, concluiu.
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