Publicado em 13 dezembro de 2015 às 18:30
Pela primeira vez no interior do estado, o Quintal PSI foi realizado no dia 10 de dezembro, na cidade de Vitória da Conquista. Organizada pelo Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas do CRP-03 (CREPOP-03), a atividade teve como temática a Promoção da Equidade e Psicologia: práticas em territórios tradicionais. O evento tem edições regulares com objetivo de discutir temas que perpassam a atuação da Psicologia nas políticas públicas.
A edição especial de Vitória da Conquista trouxe as falas da psicóloga Aracely Paiva, especialista em gestão de políticas em gênero e raça; e Ivana Patrícia docente da Faculdade Maurício de Nassau. As discussões começaram a partir do conceito de equidade e as convidadas puderam compartilhar com as/os participantes, as experiências em serviços comunitários e especializados da região.
Ivana Patrícia destacou a falta de discussões sobre equidade no espaço acadêmico e como isso reflete no pouco número de profissionais dedicadas/os a estudar o tema. A professora também comentou sobre a sua atuação na luta pela igualdade de gênero e violência contra a mulher. Além disso, chamou atenção para os casos de violência contra transexuais que não encontram auxílio e amparo do estado, por conta da má formação e interpretação das agências e agentes. “O fato de o sujeito ter o sentimento de pertença em determinado gênero, deve garantir que ele seja contemplado pelas políticas destinadas ao grupo, com todo o cuidado e respeito”, disse.
Aracely Paiva falou a respeito das diversas realidades que compõem o quadro social da região. Segundo a psicóloga, a noção de pertencimento é importante para o bom desenvolvimento do serviço oferecido pelas/os profissionais. “Antes de qualquer ação, as pessoas devem se reconhecer, identificar suas capacidades e se empoderar da sua liberdade. Desse modo, o trabalho das políticas públicas será mais eficaz e as/os psicólogas/os conseguirão auxiliar e promover o bem-estar do sujeito”, falou Aracely.
Para uma das participantes do evento, a psicóloga Amanda Lopes, as falas das convidadas foram muito enriquecedoras. A profissional, que já participou de outras atividades promovidas pelo CRP-03, fez questão de comentar o formato do encontro: “O evento foi dinâmico e não só favoreceu a fala de determinadas pessoas, mas permitiu que todas/os tivéssemos condições de trocar experiências e expor nossos pontos de vista”, afirmou.
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