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Roda de conversa discutirá desafios no trabalho psicológico com pessoas idosas

Quais são suas maiores dúvidas e dificuldades no trabalho com pessoas idosas? Com esta pergunta norteadora, o Grupo de Trabalho de Psicologia, Envelhecimento e Velhice do Conselho Regional de Psicologia da Bahia realiza Roda de Conversa no dia 16/09/2020,  das 18h às 20h, com profissionais e estudantes de Psicologia. O objetivo do evento é levantar necessidades, dúvidas e dificuldades no trabalho psicológico com pessoas idosas.

Para participar é necessário realizar inscrição no link: https://doity.com.br/roda-de-conversa-quais-sao-suas-maiores-duvidas-e-dificuldades-no-trabalho-com-pessoas-idosas. Com direito à certificado, o evento ocorrerá na plataforma Google Meet. As informações para acompanhamento serão enviadas por e-mail para as/os inscritas/os.

A Roda de Conversa será mediada pela coordenadora do Grupo de Trabalho de Psicologia, Envelhecimento e Velhice, Dóris Firmino Rabelo (CRP-03/8039),  e por Laila Lorena Nogueira Batista da Silva (CRP-03/14718).

De acordo com Dóris Firmino Rabelo, dentre os desafios mais importantes decorrentes do envelhecimento populacional está a formação de profissionais competentes e preparadas/os para o atendimento à/ao idosa/o e para a educação da população geral sobre o envelhecimento. 

“Esse caminho exige a reflexão da velhice e do envelhecimento para além das perdas e doenças, a desmistificação da velhice, a discussão de estereótipos, mitos e preconceitos e o reconhecimento do envelhecimento como um processo complexo, multidimensional e heterogêneo. As avaliações e expectativas centradas no declínio e nas perdas do envelhecimento, bem como a aceitação indiscriminada e pouco reflexiva de uma visão negativa da velhice limitam o reconhecimento das habilidades das/os idosas/os e têm efeitos sobre o tratamento oferecido pelas/os profissionais. É necessário superar modelos ultrapassados de atendimento à/ao idosa/o e o que as/os profissionais pensam sobre o envelhecimento e a velhice interfere na forma como irão trabalhar com idosas/os, podendo contribuir para a perpetuação de preconceitos e estereótipos, ou para a promoção de estratégias que visem o desenvolvimento humano amplo”, explica Dóris.

PANDEMIA E VELHICE

Dóris acrescenta que a ocorrência da pandemia da Covid-19 trouxe diversas mudanças na organização da vida das pessoas a nível mundial. “Observamos durante o período de quarentena a representação das pessoas idosas como um grupo vulnerável e homogêneo, ao invés de um discurso que enfatiza a inerente heterogeneidade da velhice e o impacto potencial da pandemia na sociedade em geral. Com isso, as manifestações negativas de ageísmo se intensificaram. Questões como a solidão e o isolamento social, os relacionamentos familiares e a saúde mental das pessoas idosas chamaram cada vez mais atenção das que trabalham com essa população e seus familiares. Acreditamos que essas demandas irão emergir nessa roda de conversa e poderemos registrar exatamente quais são as dúvidas, dificuldades e desafios que as/os psicólogas/os estão enfrentando”, enfatiza.