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21 de março reforça urgência no combate ao racismo

Publicado em 21 março de 2026 às 17:13

21 de março reforça urgência no combate ao racismo

O Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, celebrado em 21 de março, chama a atenção para a permanência do racismo e a necessidade de combatê-lo em todas as suas formas. A data foi criada em memória de um episódio ocorrido em 1960, em Joanesburgo, na África do Sul, quando a polícia atirou contra manifestantes que protestavam contra as leis do apartheid. Toda a ação deixou 69 mortos, a maioria pessoas negras, e se tornou um marco na luta contra a discriminação racial. 

O Brasil possui o Estatuto da Igualdade Racial (Lei nº 12.288/2010). O texto define que discriminação racial é qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, descendência, origem nacional ou étnica que anule ou restrinja o reconhecimento, gozo ou exercício igualitário de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social ou cultural. O estatuto também dispõe que “é dever do Estado e da sociedade garantir a igualdade de oportunidades, reconhecendo a todo cidadão brasileiro, independentemente da etnia ou da cor da pele, o direito à participação na comunidade, especialmente nas atividades políticas, econômicas, empresariais, educacionais, culturais e esportivas, defendendo sua dignidade e seus valores religiosos e culturais”.
Ainda que a pauta racial tenha tido alguns avanços significativos como o fortalecimento de ações afirmativas, e leis que definem crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, o Brasil é atravessado por um cenário preocupante. Em maio do ano passado, o Ministério da Igualdade Racial (MIR), em parceria com a Vital Strategies e a Umane, divulgou um relatório intitulado “Experiência de Discriminação Cotidiana pela População Brasileira” que revelou que raça é o principal fator de discriminação no país. De acordo com a pesquisa, 84% das/os entrevistadas/os que se identificaram como pretas/os informaram que já sofreram discriminação.
A Psicologia tem um papel importante na luta contra a discriminação racial. O Código de Ética Profissional do Psicólogo, nos seus princípios fundamentais, determina que a psicóloga trabalhará visando promover a saúde e a qualidade de vida das pessoas e das coletividades e contribuirá para a eliminação de quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão; e que atuará com responsabilidade social, analisando crítica e historicamente a realidade política, econômica, social e cultural. Desse modo, compreende-se que a luta antirracista é transversal, apresentando-se em diversos campos de atuação em que a Psicologia está inserida.

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